A Formação continuada com
o foco brincar iniciou-se no mês de Fevereiro, dando um novo olhar para o
brincar no sentido de torná-lo não
apenas como uma das atividades a ser desenvolvida na educação infantil,
e sim uma linguagem essencial para o desenvolvimento da criança nessa faixa
etária.
Assim, as supervisoras e formadoras
da Educação Infantil sugeriram o desenvolvimento do Projeto Institucional que
visava contribuir para que toda a equipe escolar percebesse a importância do planejamento
dos espaços e da organização da rotina para prover as atividades e os meios que
favoreceriam a aprendizagem por meio do Brincar, pois a brincadeira para as
crianças possui sentido próprio, portanto, o ato de brincar deve ser preenchido
pelo prazer e divertimento, de forma espontânea e criativa.
Contudo, Vygotski (1988),
indica a relevância de brinquedos e brincadeiras como indispensáveis para a
criação da situação imaginária, revela ainda que a cultura forma a inteligência
e que a brincadeira de papéis, favorece a criação de situações imaginárias e
reorganiza as experiências vividas.
As brincadeiras das
crianças deveriam ser consideradas mais sérias e se queremos entenderas
crianças, precisamos entender suas brincadeiras. Ao observar uma criança brincando,
o adulto pode compreender como ela vê e constrói o mundo, como ela gostaria que
ele fosse, o que a preocupa e os problemas que a cercam.
Através do brincar, a
criança pode desenvolver sua coordenação motora, suas habilidades visuais e
auditivas, seu raciocínio e inteligência.
Brincando, ela começa a
entender como as coisas funcionam, o que pode e não pode ser feito, aprende que
existem regras que devem ser respeitadas, se quer ter amiguinhos par brincar e,
principalmente, aprende a perder e a ver que o mundo não acaba por causa disso.
Descobre que, se ela perde um jogo hoje, pode ganhar em outro amanhã.
Uma criança é uma criança
porque brinca. Se não consegue brincar, não está bem; se seus pais não a deixam
brincar, eles também não estão bem.
Brincar é indispensável à
saúde física, emocional e intelectual da criança, é uma arte, um dom natural
que, quando bem cultivado, irá contribuir para a ênfase e o equilíbrio do
adulto no futuro.
Finalmente, o brincar pode
funcionar como um espaço através do qual a criança deixa sair sua angústia,
aprende a lidar com a separação, o crescer, a autonomia e os limites.
Lembrando as palavras de
Winnicott:
“É
no brincar, e talvez apenas no brincar, que a criança ou o adulto fluem sua
liberdade de criação”.
Diante de todo conhecimento adquirido através das formações ministradas na escola pela Diretora e Coordenadora, foi desenvolvido um trabalho voltado para a valorização do brincar no ambiente escolar, utilizando cantinhos de atividades diversificadas com brinquedos industrializados e produzidos pela Equipe Escolar com material de largo alcance, armazenados em caixas de papelão. Vale ressaltar que, os brinquedos devem estar expostos como se convidassem as crianças a brincar. Acessíveis, visíveis e interligados, distribuídos pela sala em diferentes cantos, em mobiliário baixo que permita ver e ser visto, sugerindo um espaço para o sonho e a imaginação, tornando a brincadeira mais rica e estimulante.
Os professores passaram a ser mediadores nas brincadeiras e nas resoluções de diferentes tipos de conflitos, levando o aluno a compreender que errou, mas sem agressão, para os pequenos não perderem o prazer e a diversão que a brincadeira oferece.
O Projeto Institucional foi conduzido e compartilhado com a comunidade escolar por meio da “Noite Cultural” que teve como tema “Resgate das Culturas Infantis”, que se realizou no dia 25 de Novembro, com várias apresentações, todas voltadas para a valorização das brincadeiras infantis. Foi um evento com resultados satisfatórios, pois conseguiu envolver as crianças, os pais e Equipe Escolar na sua organização e realização.
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